Falso veterinário é preso durante cirurgia em gato em Duque de Caxias; gata atendida anteriormente precisou amputar a perna
Homem foi detido em flagrante pela Polícia Civil enquanto realizava procedimento cirúrgico; investigação aponta uso de registro profissional pertencente a outro médico-veterinário
Um homem de 31 anos foi preso em flagrante na noite de segunda-feira (10), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, suspeito de exercer ilegalmente a Medicina Veterinária. Segundo a Polícia Civil, Daniel do Nascimento Soares Bittencourt foi encontrado por agentes da 59ª Delegacia de Polícia (Duque de Caxias) enquanto realizava uma cirurgia em um gato.
A abordagem ocorreu após a polícia receber informações de que o suspeito, que já havia sido citado anteriormente em investigação relacionada ao exercício ilegal da profissão, continuava realizando atendimentos e procedimentos veterinários sem habilitação profissional.
Gata teve necrose após procedimento
Entre os casos investigados está o atendimento de uma gata realizado em 11 de julho. De acordo com o relato da tutora à polícia, Daniel afirmou que havia realizado um procedimento para correção de uma fratura e que teria implantado dois pinos na perna do animal.
Dias depois, a tutora percebeu sinais de necrose na pata e procurou atendimento em outra clínica veterinária. Segundo o relato apresentado à investigação, um exame de imagem não identificou os pinos que teriam sido implantados e apontou problemas relacionados ao procedimento anterior.
Com a progressão da necrose por todo o membro, a gata precisou passar por uma cirurgia de amputação da perna.
A tutora também verificou o número de registro profissional utilizado nos documentos entregues pelo suspeito e descobriu que o CRMV informado pertencia, na realidade, a outro médico-veterinário.
Clínica apresentava irregularidades
Durante a fiscalização no estabelecimento identificado como Amor Animal Vet, os policiais encontraram medicamentos veterinários vencidos expostos para comercialização.
A equipe também constatou a ausência de equipamento adequado para esterilização dos instrumentos cirúrgicos, além da falta de alvará de funcionamento e licença sanitária.
Segundo a investigação, o suspeito afirmou aos policiais que não possuía registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária e que ainda cursava o sexto período da graduação.
Prisão e investigação
Daniel foi autuado, segundo a Polícia Civil, pelos crimes de exercício ilegal da Medicina Veterinária, estelionato, falsa identidade, maus-tratos a animal e crime contra as relações de consumo.
A clínica foi interditada e os materiais encontrados no local foram apreendidos. A Polícia Civil informou que as investigações continuam com o objetivo de identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a extensão da atuação do suspeito.
O caso reforça a importância de os tutores verificarem o registro do profissional no Conselho Regional de Medicina Veterinária antes de autorizar consultas, prescrições ou procedimentos cirúrgicos.
Fonte: Metrópoles, com informações da Polícia Civil.



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