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Setor pet projeta ano desafiador com alta tributação, dólar volátil e consumo mais cauteloso


O mercado pet brasileiro deve enfrentar um cenário mais complexo ao longo de 2026. Representantes do setor avaliam que fatores econômicos como aumento da carga tributária, volatilidade do dólar e comportamento mais cauteloso do consumidor podem impactar o ritmo de crescimento da cadeia pet no país.


Apesar de o Brasil manter uma das maiores populações de animais de estimação do mundo e um mercado historicamente resiliente, empresas e especialistas apontam que o ambiente econômico atual exige maior planejamento e adaptação por parte da indústria, distribuidores e clínicas veterinárias.



Tributação preocupa empresas do setor



Entre os principais pontos de atenção está a possível elevação da carga tributária sobre produtos pet, especialmente com discussões relacionadas à reforma tributária e à reorganização de impostos no país.


Empresários do segmento afirmam que mudanças fiscais podem impactar diretamente o preço final de itens como ração, medicamentos veterinários, suplementos e acessórios, reduzindo margens e pressionando toda a cadeia produtiva.


Caso os custos aumentem, parte desse impacto pode acabar sendo repassada ao consumidor.



Dólar influencia custos de produção


Outro fator que preocupa o setor é a instabilidade do dólar. A indústria pet brasileira depende, em diferentes níveis, de insumos importados, como:


  • vitaminas e aditivos nutricionais

  • princípios ativos farmacêuticos

  • equipamentos e tecnologias veterinárias


Quando a moeda norte-americana apresenta forte variação, os custos de produção tendem a subir, pressionando fabricantes e distribuidores.



Consumidor mais cauteloso


Além das questões tributárias e cambiais, especialistas observam um perfil de consumo mais cuidadoso por parte das famílias brasileiras.


Com inflação ainda presente em alguns setores e maior atenção ao orçamento doméstico, tutores podem passar a priorizar itens essenciais, como alimentação e cuidados básicos de saúde, reduzindo gastos com produtos considerados supérfluos.


Mesmo assim, o setor pet costuma apresentar maior resistência a crises econômicas, já que muitos tutores consideram os animais membros da família.



Expectativa de adaptação do mercado


Apesar dos desafios projetados, entidades e empresas do setor avaliam que o mercado pet brasileiro possui grande capacidade de adaptação.


Estratégias como inovação em produtos, diversificação de serviços veterinários, fortalecimento do e-commerce e maior eficiência logística podem ajudar empresas a enfrentar o cenário econômico mais apertado.


Especialistas destacam que o Brasil segue sendo um dos mercados pet mais promissores do mundo, com demanda crescente por serviços veterinários, nutrição especializada e cuidados com bem-estar animal.

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