Veterinária é indiciada por suspeita de agredir cães em pet shop no Paraná
- Vet News
- 24 de fev.
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Campina Grande do Sul (PR) . A Polícia Civil do Paraná indiciou uma médica veterinária suspeita de praticar maus-tratos contra cães durante atendimentos em um pet shop localizado em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.
O caso veio à tona após vídeos registrados por câmeras de segurança do estabelecimento circularem nas redes sociais. As imagens mostram a profissional supostamente agredindo animais durante procedimentos de banho e tosa.
O que mostram as imagens
Segundo informações divulgadas pela polícia, os vídeos registram:
• Empurrões e tapas contra cães;
• Movimentos bruscos durante a contenção dos animais;
• Condutas consideradas incompatíveis com o manejo técnico adequado.
Após a repercussão, tutores que reconheceram seus animais nas gravações procuraram as autoridades para registrar boletim de ocorrência.
Investigação
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar os fatos. Durante a investigação:
• Foram analisadas imagens internas do pet shop;
• Tutores e funcionários foram ouvidos;
• Foi solicitada perícia técnica nas gravações.
Com base nos elementos coletados, a veterinária foi formalmente indiciada por maus-tratos a animais, conforme previsto na Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), com agravante específico para cães e gatos.
O que diz a lei
Desde 2020, com a entrada em vigor da Lei nº 14.064/2020, a pena para maus-tratos contra cães e gatos pode chegar a:
• Reclusão de 2 a 5 anos
• Multa
• Proibição da guarda
Caso condenada, a profissional poderá responder criminalmente e também poderá sofrer sanções éticas junto ao Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná.
Posicionamento do estabelecimento
O pet shop informou, em nota, que a profissional foi desligada imediatamente após a confirmação dos fatos e que está colaborando com as investigações.
O caso gerou forte repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre:
• Fiscalização de estabelecimentos veterinários;
• Instalação obrigatória de câmeras;
• Transparência no atendimento a pets;
• Importância da denúncia por parte de tutores.
Contexto
Especialistas em comportamento animal ressaltam que procedimentos de contenção devem seguir protocolos técnicos específicos, minimizando estresse e risco físico ao animal. Agressões físicas não são justificáveis em ambiente clínico ou de banho e tosa.
Casos como esse têm aumentado a pressão por maior regulamentação e fiscalização no setor pet, que cresce anualmente no Brasil.



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