Pesquisadores identificam novo biomarcador promissor para diagnóstico da leishmaniose felina
- Vet News
- 8 de mar.
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Um estudo conduzido por pesquisadores da Detection of circulating immune complexes in feline leishmaniosis: first evidence and diagnostic implications – Springer Nature – envolvendo a Universidade de Zaragoza (Espanha) identificou pela primeira vez um possível novo biomarcador para a leishmaniose em gatos: os imunocomplexos circulantes.
O que foi descoberto
A pesquisa documentou pela primeira vez a presença de imunocomplexos circulantes em um gato naturalmente infectado por Leishmania infantum. Esses complexos são formados pela ligação entre antígenos do parasita e anticorpos do hospedeiro e, no contexto de leishmaniose, podem ser associados à progressão da doença.
Esse achado pode representar um novo biomarcador útil tanto para o diagnóstico quanto para o acompanhamento terapêutico da doença felina, uma vez que ainda não existiam testes clínicos específicos voltados para essa análise em gatos.
Sobre a leishmaniose felina
A leishmaniose felina é uma zoonose transmitida por vetores causada por L. infantum. Embora os cães sejam considerados o principal reservatório vertebrado, os gatos também podem contrair a infecção e apresentar sinais clínicos, que variam de assintomáticos a manifestações oculares, dermatológicas ou sistêmicas.
Detalhes do estudo
A equipe multidisciplinar envolveu pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Zaragoza, LETI Pharma, Centro Severo Ochoa de Biologia Molecular e da Universidade Autónoma de Barcelona, com colaboração da Urano Vet.
O estudo descreveu o caso de um gato europeu de pelo curto, esterilizado e de 8 anos, natural da Espanha, com uveíte unilateral como manifestação clínica predominante. A infecção por L. infantum foi confirmada por múltiplos métodos diagnósticos, incluindo teste rápido imunocromatográfico, ELISA, Western Blot, teste molecular em sangue e humor aquoso, e cultura parasitária.
Desenvolvimento do teste
Para possibilitar a análise dos imunocomplexos, os pesquisadores adaptaram um ensaio ELISA específico para gatos que permite medir longitudinalmente esse biomarcador ao longo do acompanhamento clínico.
Acompanhamento clínico e tratamento
O gato recebeu alopurinol (20 mg/kg a cada 24 horas) associado ao uso de anti-inflamatórios tópicos. Após cerca de 30 dias, houve resolução da uveíte e melhora dos sinais clínicos oculares, com paralela redução dos níveis de imunocomplexos circulantes observados ao longo do tratamento.
Implicações
Os resultados sugerem que a detecção de imunocomplexos circulantes pode ser uma ferramenta promissora para apoiar o diagnóstico e o monitoramento da leishmaniose felina. No entanto, os autores enfatizam que são necessários novos estudos com amostras maiores para validar o uso clínico desse marcador em maior escala.



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