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Mudanças climáticas podem ampliar áreas de risco para leishmaniose no Brasil, aponta estudo

Pesquisadores alertam que mudanças climáticas e transformações ambientais podem favorecer a expansão da leishmaniose para novas regiões do Brasil. Estudos recentes indicam que fatores como aumento da temperatura média, alterações no regime de chuvas e crescimento urbano desordenado criam condições favoráveis para a disseminação do vetor da doença.


A leishmaniose visceral é causada pelo protozoário Leishmania infantum e transmitida principalmente por flebotomíneos, insetos conhecidos popularmente como mosquito-palha.


Expansão geográfica da doença


De acordo com pesquisadores da área de epidemiologia e saúde pública, mudanças ambientais podem ampliar a distribuição desses insetos vetores, permitindo que a doença alcance regiões anteriormente consideradas de baixo risco.


Nos últimos anos, municípios de médio porte e áreas urbanizadas passaram a registrar casos da enfermidade, cenário que preocupa autoridades sanitárias e profissionais da medicina veterinária.


Papel dos cães na epidemiologia


Os cães são considerados os principais reservatórios domésticos da leishmaniose visceral em áreas urbanas. Animais infectados podem permanecer assintomáticos por longos períodos, contribuindo para a manutenção do ciclo de transmissão.


Por esse motivo, especialistas destacam a importância da vigilância epidemiológica e do monitoramento clínico em regiões com presença do vetor.


Estratégias de prevenção


Entre as principais medidas recomendadas por especialistas estão:


uso de coleiras repelentes contra flebotomíneos

controle ambiental

monitoramento sorológico em áreas endêmicas

educação sanitária para tutores


A ampliação do conhecimento sobre fatores ambientais envolvidos na disseminação da doença é considerada essencial para orientar estratégias de prevenção e controle.

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