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Lucas Guedez se pronuncia após acusação de abandono animal

Influenciador Lucas Guedez nega abandono animal, relata dificuldades no manejo de cadela da raça border collie e diz que buscou solução para preservar o bem-estar do animal



O influenciador Lucas Guedez se pronunciou publicamente neste sábado, 14 de março de 2026, após passar a ser alvo de acusações de abandono animal nas redes sociais. O caso ganhou repercussão depois que internautas levantaram questionamentos sobre o paradeiro de sua cadela, Cloe, e associaram a ausência do animal a uma suposta negligência por parte do criador de conteúdo. Em resposta, Lucas afirmou que as acusações são falsas, rebateu os rumores e declarou que a decisão tomada em relação à cadela teve como foco a preservação da saúde e do bem-estar do animal. 


Em seu pronunciamento, o influenciador disse estar sendo injustamente acusado e relatou ainda ter recebido ameaças. Segundo ele, a narrativa de abandono não corresponde ao que de fato aconteceu, já que a cadela não teria sido deixada à própria sorte nem retirada de sua rotina sem assistência. Ao apresentar sua versão, Lucas buscou reconstruir a sequência de acontecimentos que, de acordo com ele, levou à mudança definitiva da guarda da border collie. 


De acordo com o relato, a cadela Cloe, da raça border collie, chegou à casa de Lucas quando ainda era filhote. Ele explicou que, à época, morava em um apartamento pequeno com Rafa Uccman e que, com o crescimento do animal, começaram a surgir dificuldades relacionadas ao espaço e à adaptação da rotina doméstica às necessidades da raça. No pronunciamento, Lucas reconheceu que errou ao assumir a responsabilidade pelo animal sem ter pesquisado de forma aprofundada as características comportamentais e as exigências de manejo típicas de cães de alta demanda física e mental. 


A border collie é uma raça amplamente reconhecida por sua elevada necessidade de estimulação, atividade e atenção contínua. No relato feito à internet, Lucas afirmou que, à medida que a cadela crescia, ele e Rafa passaram a tentar intensificar os passeios e os cuidados diários. Ainda assim, segundo ele, o animal começou a apresentar sinais que indicavam sofrimento emocional e possível inadequação ao ambiente em que vivia. Entre os sintomas mencionados pelo influenciador estavam roer a própria pata e apresentar sangue nas fezes, quadro que ele associou a um estado de ansiedade. 


Diante dessa situação, Lucas contou que procurou uma escolinha ou creche para cães em São Paulo, onde Cloe passou a frequentar os finais de semana. Durante os demais dias, a rotina foi reorganizada para que o animal permanecesse com a mãe do influenciador. Segundo ele, a divisão dos cuidados foi uma tentativa de oferecer mais conforto e estabilidade à cadela. Com o passar do tempo, ainda conforme seu depoimento, a border collie acabou criando forte vínculo com sua mãe, o que motivou uma nova mudança em sua guarda cotidiana. 


Apesar desse rearranjo, Lucas afirmou que os sinais de ansiedade persistiram. O influenciador acrescentou que, paralelamente às dificuldades enfrentadas pela cadela, sua família passava por um período delicado. Ele relatou que sua mãe adoeceu e que os pais se separaram, o que teria alterado novamente as condições de moradia e convivência do animal. Em seguida, a família se mudou para um apartamento, e, de acordo com Lucas, a adaptação de Cloe ao novo espaço teria sido ainda pior, com aumento do estresse e agravamento do desconforto já observado anteriormente. 


Foi nesse contexto que a permanência da cachorra na creche canina teria se tornado mais frequente. Lucas declarou que percebia a cadela mais feliz quando estava com outros cães e em um ambiente mais aberto e estimulante. Segundo seu relato, o contraste era evidente: no apartamento, Cloe demonstraria tristeza e mal-estar, enquanto, no espaço da creche, teria apresentado melhor resposta comportamental. A partir dessa percepção, a família passou a considerar a possibilidade de uma mudança definitiva de cuidados, especialmente diante do acúmulo de problemas pessoais e familiares. 


Na etapa final do relato, Lucas explicou que a decisão tomada foi deixar a cadela sob os cuidados da dona da creche, pessoa que, segundo ele, já nutria afeto pelo animal e tinha o desejo de assumi-la de forma permanente. O influenciador afirmou que essa responsável já levava Cloe para um sítio em algumas ocasiões, sempre com autorização da família, e que a convivência entre as duas havia se fortalecido ao longo do tempo. Na avaliação dele, a mudança não representou um abandono, mas sim uma tentativa de garantir à cadela uma condição de vida mais adequada ao seu perfil e às suas necessidades. 


Para sustentar sua versão, Lucas mostrou áudios da pessoa que assumiu os cuidados com a border collie. Nas mensagens, segundo a reportagem, ela agradece a confiança e demonstra felicidade com a companhia da cachorra. A apresentação desse material teve como objetivo reforçar o argumento de que a transferência ocorreu de forma consentida e planejada, em um ambiente no qual o animal já estava adaptado e recebia atenção. 


O episódio repercute em um momento de crescente sensibilidade pública em torno de temas ligados à proteção animal, guarda responsável e maus-tratos. Nas redes sociais, casos envolvendo animais domésticos frequentemente despertam forte mobilização, sobretudo quando se trata de figuras públicas. Ao mesmo tempo, o debate também evidencia a importância de distinguir juridicamente e eticamente situações de abandono propriamente dito de situações em que a guarda é transferida a terceiros com o objetivo de atender melhor ao interesse do animal. A reportagem da CNN Brasil registra que Lucas nega de forma categórica ter abandonado a cadela e sustenta que a decisão foi adotada justamente porque ele entendeu não estar mais conseguindo oferecer a rotina mais adequada para Cloe. 


O caso também lança luz sobre um problema recorrente: a adoção ou aquisição de animais sem avaliação prévia compatível entre o perfil da espécie ou da raça e a rotina do tutor. Em raças com alta demanda comportamental, como o border collie, a falta de espaço, estímulo e exercício pode repercutir negativamente na saúde física e emocional. Ainda que o caso de Lucas Guedez esteja inserido no universo das celebridades e da repercussão digital, ele toca em uma discussão mais ampla sobre responsabilidade, planejamento e bem-estar animal — temas que seguem centrais tanto para tutores quanto para profissionais da medicina veterinária e do comportamento animal. A informação disponível até o momento indica que o influenciador rejeita a acusação de abandono e afirma que a cadela foi encaminhada a uma pessoa de confiança, em uma decisão motivada por questões de adaptação e qualidade de vida.

 
 
 

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